Voluntariado, marca para a vida LÃgia Silveira 14 de Maio de 2007, às 12:31 ... Partir por um mês, por um ano, voltar a Portugal e continuar em terras lusas a fazer voluntariado. Esta é uma realidade sobre a qual Ricardo Perna, da Fundação Evangelização e Cultura - FEC -, reconhece não haver dados. O factor pessoal é determinante nesta escolha de dar ou não continuidade a um projecto de voluntariado, porque a experiência pode não correr bem, “pode ser apenas encarada como um pequeno perÃodo da sua vidaâ€, exemplifica. “Mas há de tudo um pouco†e em número “suficiente para garantir o funcionamento das ONG’sâ€. O voluntariado é encarado como um momento da vida “que pode passar ou nãoâ€, dependendo das motivações e da vida pessoal. Apesar deste quadro, “existe uma maior sensibilidade hoje para as questões do voluntariado e da cooperaçãoâ€, uma identificação com as “necessidades de quem sofreâ€, seja dentro ou fora das fronteiras portuguesas. Por isso mesmo, a Plataforma Portuguesa das Organizações Não Governamentais para o Desenvolvimento - ONGD -, é solicitada para sessões de apresentação acerca do voluntariado de cooperação, que engloba voluntariado missionário, ajuda de emergência, voluntariado empresarial. A sessão tem o objectivo de apresentar à s pessoas o que existe e a capacidade de respostas, para que com informação “as pessoas possam optar de acordo com a área e contactar directamente as ONGDâ€. A primeira sessão de apresentação decorreu em Outubro passado, em Lisboa. Agora, rumaram a Coimbra para dar resposta à s solicitações e dúvidas que surgem quanto ao voluntariado para a cooperação. Chegar onde haja pessoas “vocacionadas†para viver esta experiência, independentemente da duração. “A vocação relaciona-se intimamente com as motivações pessoaisâ€, surgindo sempre “de um apelo interior†e de uma motivação de “solidariedadeâ€, explica Ricardo Perna, representante da FEC na sessão. A organização reconhece a “muita vontade em fazer voluntariadoâ€, mas pouco conhecimento do que é preciso, “nomeadamente acerca do tempo de preparação e formaçãoâ€, especÃfica de cada organização e projecto. Essencial nas apresentações é dar voz pessoal aos projectos e iniciativas. Em Coimbra os testemunhos centraram-se na apresentação das diferentes áreas do voluntariado para a cooperação entre eles a ajuda humanitária de emergência, as experiências de voluntariado “que vão desde um mês a dois anosâ€, o voluntariado entre adultos e também o voluntariado empresarial. Na cidade dos estudantes a “adesão não correu conforme o esperadoâ€. O público estudantil, “maior campo onde o voluntariado ganha ecoâ€, mostrou-se “aquém do esperadoâ€. Mas o entusiasmo não esmoreceu com o número de participantes na sessão. No final do encontro uma feira do voluntariado permitia obter informações mais detalhadas junto, precisamente, das ONGD. Recorde-se que a Plataforma Portuguesa das ONGD reúne cerca de 50 organizações portuguesas que apoiam o desenvolvimento. Em 2005, a plataforma constitui um grupo de voluntariado, a que a FEC pertence e onde participam também diversas instituições que trabalham em áreas diferentes do voluntariado, entre elas a OIKOS, os Leigos para o Desenvolvimento, Médicos do Mundo e Sol Sem Fronteiras. Voluntariado missionário Share on Facebook Share on Twitter Share on Google+ ...