Vaticano

150 jornalistas mortos em 2005

Octávio Carmo
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O relatório “Targeting and Tragedy†da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) afirma que 150 jornalistas e profissionais dos média foram mortos durante o ano de 2005, valor que é o mais elevado de sempre e que, segundo a organização, poderá piorar caso os líderes políticos não levem os assassinos perante a justiça. O país mais perigoso para os jornalistas foi o Iraque, com 35 jornalistas mortos, as Filipinas, com 10, e um triângulo centro-americano formado por Colômbia, México e Haiti, onde questões ligadas ao narcotráfico levaram ao assassinato de nove jornalistas. Na sua mensagem para o 40º Dia Mundial das Comunicações Sociais, publicada esta semana pela Santa Sé, Bento XVI lançou um apelo à “coragem†e à “honestidade†a todos os jornalistas. Intitulada “Os Media: rede de comunicação, comunhão e cooperaçãoâ€, a primeira mensagem do Papa aos jornalistas e comunicadores mundiais frisa que a “comunicação autêntica deve basear-se na coragem e na decisãoâ€, pelo que os jornalistas “devem estar determinados a não se deixarem subjugar pela grande quantidade de informações e não devem contentar-se com verdades parciais ou transitóriasâ€. Das 150 mortes registadas pelo FIJ, 89 foram jornalistas assassinados “no cumprimento do dever†e 61 foram vítimas de desastres enquanto trabalhavam – destes últimos, 48 morreram aquando de um acidente aéreo no Irão, levantando dúvidas sobre a segurança do avião militar em que seguiam. O relatório, em inglês, pode ser consultado www.ifj.org/default.asp?Index=3660&Language=EN


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