Proposta do arcebispo Tomasi, observador junto das Nações Unidas
A Santa Sé pediu que a comunidade internacional estabeleça um tratado para acabar com as bombas de fragmentação. O pedido foi apresentado pelo arcebispo Sivano Maria Tomasi, observador permanente junto das Nações Unidas, em Genebra, ao participar na secção do grupo de especialistas governamentais dos Estados que apoiam a Convenção sobre a proibição ou limitação do uso de algumas armas convencionais que podem produzir efeitos traumáticos ou indiscriminados.
“São milhares os mortos, os feridos, os deficientes, vítimas das bombas de fragmentação e é possível constatar os obstáculos ao regresso de refugiados, em várias regiões contaminadas pelas bombas de fragmentação que não explodiram” - denunciou o arcebispo.
Estas bombas de fragmentação foram utilizadas em conflito recentes, como na Guerra do Golfo de 1991, na guerra de Kosovo em 1999, no Afeganistão (2001-2002) e especialmente no início da guerra no Iraque, em 2003. “Utilizaram-se bombas que, ao cair, espalham num vasto território bombas menores que com frequência não estouram” - declarou posteriormente D. Tomasi ao explicar as razões de sua proposta.
“Portanto, tem consequências posteriores, quando crianças ou trabalhadores, por exemplo camponeses, retomam a vida normal. Nesse momento, essas bombas estouram, criando milhares de vítimas ou pessoas feridas e mutiladas” - indicou.