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Abadia Anglicana proíbe filmagem de «O Código da Vinci»

Rádio Vaticano
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A Abadia de Westminster distribuiu um panfleto para rectificar os erros do romance de Dan Brown “O Código da Vinci”, e respondeu negativamente ao pedido que lhe fora feito para realizar cenas do filme sobre o romance, nas dependências da Abadia. O Abade Wesley Carr recusou-se a aceitar o pedido feito pelo cineasta encarregado da adaptação cinematográfica. A Catedral de Lincoln, por sua vez, concedeu a permissão para que se realizassem filmagens no seu interior. O filme terá como actores principais Tom Hanks e Audrey Tautou. O livro, que vendeu mais de 20 milhões de cópias em todo o mundo, foi condenado pelo Vaticano e pela Igreja Anglicana. Na respeitada Abadia de Westminster, os guias turísticos receberam um livreto que lhes permite "responder às perguntas dos turistas que seguem as pistas do livro de Brown, um sucesso em todo o mundo", disse à AFP Jen Stebbing, assessora de imprensa da Abadia. "Este livro tornou-se um best-seller internacional e temos de enfrentar da melhor maneira as consequências práticas dessa popularidade", disse o Abade Wesley Carr, acrescentando: "nós também temos um papel a desempenhar, e é justamente o de restabelecer a verdade e distinguir a ficção da realidade”. O livreto destaca os erros factuais, como a existência de uma suposta entrada secreta na sala capitular ou a afirmação de que o "College Garden" é visível da mesma sala. Stebbing explica ainda que os turistas não podem fazer uma cópia das gravuras, esfregando um lápis sobre uma folha de papel usada como decalque, ao contrário do que propõe o livro.


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