O presidente da Autoridade Nacional Palestiniana, Abu Mazen, estará presente na “Missa do Galo”, em Belém, seguindo uma tradição iniciada por Yasser Arafat.
Mahmoud Abbas (Abu Mazen) foi recebido por Bento XVI no início deste mês, tendo-o convidado a visitar “Jerusalém e todos os lugares santos”.
A Basílica da Natividade irá, mais uma vez, encher-se de fiéis, apesar das dificuldades colocadas pela actual situação na região. O pároco de Belém, o Franciscano Amjad Sabbara, referiu à agência italiana Sir que a presença de peregrinos – uma importante fonte de receitas para a cidade – é ainda mais dificultada por uma posto de controlo israelita que a separa de Jerusalém. “Entrar e sair de Belém é um problema”, afirma.
Após a chegada ao “check point”, os peregrinos têm de descer do autocarro para serem controlados, numa operação que se prolonga e que impede mesmo algumas pessoas de permanecer em Belém, com inegáveis danos para uma pequena economia já de si muito fragilizada.
Esta situação tem levado muitos cristãos locais a emigrarem, fazendo com que a comunidade cristã esteja a desaparecer. “O Natal tem o mérito de colocar no coração das pessoas a nossa cidade. Belém evoca recordações e sentimentos, mas para quem aqui vive não é assim”, refere Fr. Sabbara.
“Rezem por Belém, não nos deixem sós”, conclui.
A restrição do acesso aos Lugares Santos de Jerusalém e a Belém corre o risco de agravar as divisões religiosas na área, que tem uma importância decisiva para cristãos, muçulmanos e judeus, e de agravar a crise económica, pois o turismo pode atrair ajudas para a população.