Anos depois da violência que deflagrou depois das últimas eleições em Angola, em 1992, muitos angolanos estão preocupados com o que poderá acontecer no contexto das eleições legislativas marcadas para 5 e 6 de Setembro.
Os observadores afirmam que as eleições podem ser um marco na recuperação do país depois de quase 30 anos de guerra civil.
As eleições são as primeiras desde o final, em 2002, de 27 anos de guerra civil. Mais de cinco mil candidatos concorrem aos 220 lugares da Assembleia Nacional.
No entanto, responsáveis da Igreja angolana questionam, com base em desenvolvimentos, se o ambiente é propício a eleições livres e justas.
O Pe. José Imbamba, director do serviço de comunicações da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé, explicou estar ao corrente da apreensão das pessoas face às eleições. “Não o podemos negar. A experiência de 1992 foi dura e deixou marca em muitas pessoas”.
No entanto, o sacerdote deixa um apelo aos cidadãos para “votar sem medo e darem uma resposta aos políticos manifestando-se contra a guerra”.