Bento XVI uniu a sua voz à dos que pedem uma saída dialogada para a crise que se arrasta neste país asiático
Bento XVI pronunciou-se este Domingo em favor de uma solução pacífica para a situação em Myanmar, "para o bem do país".
“Sigo com atenção os gravíssimos acontecimentos deste dias em Myanmar e desejo manifestar a minha proximidade espiritual àquela querida população no momento da dolorosa provação que está a atravessar. Ao mesmo tempo que asseguro a minha solidária e intensa oração, convido a Igreja a fazer o mesmo e desejo ardentemente que seja encontrada uma solução pacifica, para o bem do país", disse, após a recitação do Angelus.
A polícia birmanesa disparou na Quinta-feira sobre milhares de manifestantes que se têm concentrado em protestos em várias cidades do país, tendo morrido pelo menos 15 pessoas.
A população local manifesta-se há mais de um mês contra a ditadura militar, por força da crise económica, da corrupção e da falta de liberdade. O governo vetou qualquer concentração pública e disparou sobre a multidão para dispersar as pessoas.
A Igreja Católica no país, com 600 milhões de fiéis numa população de 50 milhões de pessoas, lançou uma campanha de oração pela reconciliação nacional, recolhendo o apoio de muitas conferências episcopais da Ásia.