Arcebispo pede ajuda para o Uganda no Conselho de Segurança da ONU
A primeira denúncia desta situação, na Agência ECCLESIA, remonta ao Colóquio “A África e a União Europeia: Parceiros na solidariedade”, que decorreu em Lisboa de 27 a 29 de Fevereiro de 2003.
Desde essa altura, que marcou o final de um período de relativa tranquilidade, as tropas governamentais intensificaram a perseguição à guerrilha do LRA, guiada por Joseph Kony e apoiada pelo Sudão. Em resposta, os rebeldes do LRA retomaram os saques, os massacres e o rapto de crianças, alistadas para o combate. Os guerrilheiros atacam as populações Acholi, Teso, Kuman e Lango, no distrito setentrional de Lira.
A guerra no Uganda causou pelo menos 200 mil vítimas civis, 30 mil crianças sequestradas e perto de um milhão e meio de pessoas deslocadas no Norte, o que representa 2/3 da população local. A mediação das Igrejas cristãs tem conhecido vários obstáculos, inclusive por parte do Governo de Kampala.
Na ONU, D. Odama pediu que o Conselho de Segurança “não permaneça em silêncio enquanto as crianças são raptadas e assassinadas, enquanto homens e mulheres sofrem violentos ataques todos os dias”.
Para além de solicitar que a ONU funcione como mediadora entre o LRA e o Governo, o Arcebispo de Gulu pediu ainda a criação de um “corredor humanitário”, para que as agências internacionais possam chegar às populações em necessidade.
No distrito ugandês de Pader, a situação chegou ao extremo de “toda a população ter de viver em aldeias protegidas”, uma situação que se verifica, há algum tempo, em alguns locais de Gulu e nas áreas circundantes.
África









