As mudanças religiosas da nova Europa Octávio Carmo 29 de Abril de 2004, às 13:45 ... O alargamento da União Europeia, que irá incluir 10 novos Estados membros no próximo dia 1 de Maio, é um momento de transformação da história do nosso continente, mas também a realização de uma esperança da Igreja, em particular de João Paulo II, o qual já tinha dito em várias ocasiões que a Europa não pode respirar sem os seus dois pulmões – o Leste e o Ocidente. Os novos Estados membros trazem consigo uma grande diversidade de tradições culturais e religiosas. Prolongam-se desde o Báltico, no Norte, até à s ilhas do Mediterrâneo, no Sul, passando pelos povos eslávicos e a Hungria, no centro. A maior parte deles partilharam a experiência do totalitarismo, embora com graus diversos, e este facto conduziu a uma cultura fortemente secularizada em determinados locais, sem que isso obstasse a que a prática religiosa seja muito mais forte em alguns dos novos Estados membros do que na actual UE. Segundo os dados apresentados pela Comissão das Conferências Episcopais da Comunidade Europeia (COMECE), a tradição religiosa dominante vária de região para região: o Catolicismo destaca-se na maioria dos paÃses, mas as Igrejas Protestantes são muito importantes na República Checa e na Hungria, enquanto os Ortodoxos têm grande influência nos limites do Norte e do Sul da nova UE. Se a paz tivesse sido acordada no Chipre, terÃamos mesmo um pequeno grupo, muito significativo, cuja religião é o Islamismo. A unificação da Europa confirma a pluralidade da nova UE. Nenhum grupo ou Estado está em maioria, pelo que os cristãos também se encontram em minoria nalgumas situações, embora sejam sempre uma presença significativa. Europa Share on Facebook Share on Twitter Share on Google+ ...