Assis, capital da Paz Octávio Carmo 06 de Setembro de 2006, às 13:08 ... LÃderes religiosos subscrevem apelo contra a violência e o terrorismo Os lÃderes religiosos do mundo defendem que a guerra não é “inevitável†e que as religiões não podem justificar “o ódio e a guerraâ€. Quem usa o nome de Deus para atacar o outro e semear terror, ódio e violência “afasta-se da religião pura†e esquece que “a paz é o nome de Deusâ€. Após dois dias de trabalhos em Assis, representantes cristãos, muçulmanos, judaicos e de outras confissões apresentam ao mundo uma mensagem conjunta, lembrando que “Deus é mais forte do que aqueles que querem a guerra, cultivam o ódio e vivem da violênciaâ€. Diálogo, paciência, verdade e razão: esta é a fórmula defendida por todos aqueles que marcaram presença no Encontro Inter-Religioso pela Paz, em Assis, 20 anos depois da histórica Jornada convocada por João Paulo II. Na cerimónia final da iniciativa “Por um mundo de paz. Religiões e culturas em diálogoâ€, promovida pela Comunidade de Santo EgÃdio, todos os presentes assinaram o “Apelo de Paz 2006â€, após terem guardado um minuto de silêncio em memória das vÃtimas da guerra, do terrorismo e de todas as formas de violência. “Acreditamos no diálogo para a busca da paz, mas também para evitar os abismos que dividem povos e culturas, preparando graves conflitosâ€, pode ler-se no texto proclamado por Zeinab Ahmed Dolal, da Somália. “Todos nós, representantes de diversas religiões, afirmámos o valor do diálogo, da vivência em paz, enquanto colocámos isso mesmo em prática, neste dias, num espÃrito de amizade, como modelo e exemplo para os fiéis das nossas comunidadesâ€, acrescentam os signatários. No final do encontro de Assis fica a esperança de um “mundo de pazâ€, em que as pessoas saibam que “nada se perde com o diálogo e tudo é possÃvel com a pazâ€. “Nunca mais a guerraâ€, pedem os lÃderes das grandes religiões mundiais. Bento XVI, na mensagem que enviou aos participantes, logo no inÃcio do encontro, deixou claro que as religiões têm de “unir e não dividirâ€, devendo os seus responsáveis procurar momentos para “favorecer o encontroâ€. Nesse sentido, é necessária uma “eficaz pedagogia de paz†que evite fenómenos como os dos bombistas suicidas. A poucos dias do 5º aniversário dos atentados do 11 de Setembro, Bento XVI lembra os “cenários de terrorismo e violência que não parecem desaparecerâ€, insistindo que, neste contexto, as religiões “só podem ser portadoras da paz†e ninguém deve apresentar as diferenças religiosas como “pretexto para uma atitude belicosaâ€. O “Apelo de Paz 2006†pode ser subscrito, on-line, em www.santegidio.org/it/ecumenismo/uer/2006/assisi/form_appel.htm ...... Share on Facebook Share on Twitter Share on Google+ ...