Bento XVI manifestou hoje o seu apoio à candidatura da Albânia à União Europeia, lembrando os laços deste país às restantes nações do Continente “não só por razões geográficas, mas sobretudo históricas e culturais”.
Ao receber o embaixador albanês na Santa Sé, Rrok Logu, o Papa aludiu ao desejo da Albânia de “integrar-se, também institucionalmente, no conjunto das nações europeias” e fez votos de que "tal aspiração encontre uma realização válida e plena”.
Nesse sentido, citou as palavras pronunciadas por João Paulo II na histórica visita que fez a Tirana, em Abril de 1993, convidando os albaneses a “prosseguir unidos e firmes no caminho que conduz à plena liberdade, no respeito por todos e seguindo os passos da convivência pacífica, da colaboração aberta e concertada entre os diversos elementos do país”.
O Papa evocou, por outro lado, a figura da Beata Madre Teresa de Calcutá, “filha eleita” da Albânia. Ela, assegurou, mostra que o amor é “a força revolucionária que transforma o mundo”.
“Com o testemunho de uma vida evangélica e com a desarmante coragem dos seus gestos, palavras e escritos, esta filha eleita da Albânia (Madre Teresa) anunciou a todos que Deus é amor e que ama cada homem, especialmente quem é pobre e abandonado”, indicou.
Para Bento XVI, a Beata mostra que “é precisamente o amor a verdadeira força revolucionária que transforma o mundo e o faz progredir para a sua plena realização”.
“É deste amor que a Igreja deseja dar testemunho com as suas obras educativas e assistenciais, abertas não só aos católicos mas a todos. É este o estilo que ensinou Jesus Cristo, isto é, que o bem deve ser feito por si mesmo e não por outros fins”, prosseguiu.
O Papa falou ainda do papel dos católicos na vida pública, estimulando-os a uma presença activa “no respeito pela legítima autonomia da política e colaborando com os outros cidadãos para a construção de uma nação próspera, fraterna e solidária”.