Vaticano

Bento XVI apresentou «a verdadeira revolução»

Luís Filipe Santos
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A cerca de um milhão de Jovens presentes nas Jornadas Mundiais da Juventude

Bento XVI apresentou aos jovens presentes na Vigília das Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ) a “verdadeira revolução”. Os santos “são os verdadeiros reformadores” mas a revolução verdadeira “provem de Deus” – disse. Ao dirigir-se aos cerca de 800 mil jovens de 193 países, que encheram a explanada de Marienfeld, a aproximadamente 27 quilómetros de Colónia, Bento XVI propôs-lhes alguns modelos de vida e mencionou as figuras de S. Bento, S. Francisco de Assis, S. Teresa D’Ávila, S. Inácio de Loyola, S. Carlos Borromeu, assim como os mais recentes testemunhos de Maximiliano Kolbe, Edith Stein, Madre Teresa de Calcutá e o Padre Pio. No seu discurso, interrompido sobretudo na segunda parte por muitos aplausos, o Papa recordou que no século XX o mundo foi testemunha de “revoluções cujo programa comum foi não esperar nada de Deus, mas tomar totalmente nas próprias mãos a causa do mundo para transformar suas condições”. E acrescenta: “temos visto que, deste modo, um ponto de vista humano e parcial se tomou como critério absoluto de orientação. A absolutização do que não é absoluto, mas relativo, se chama totalitarismo” “Não são as ideologias que salvam o mundo”. A revolução verdadeira consiste unicamente em “olhar a Deus, que é a medida do que é justo e, ao mesmo tempo, é o amor eterno. O que nos pode salvar senão o amor?” - perguntou Bento XVI aos jovens.


Jornadas Mundiais da Juventude