Bento XVI celebrou Missa por D. Faraj Rahho Octávio Carmo 17 de Março de 2008, às 11:57 ... Arcebispo caldeu de Mossul (Iraque) foi encontrado sem vida na semana passada após quase 15 dias de rapto Bento XVI presidiu esta Segunda-feira a uma Missa de sufrágio por D. Paulos Faraj Rahho, Arcebispo caldeu de Mossul (Iraque), encontrado sem vida na passada Quinta-feira após quase 15 dias de rapto. Na sua homilia, o Papa lembrou o Arcebispo iraquiano como um “homem de paz e de diálogoâ€, com particular predilecção pelos mais pobres e as pessoas com deficiência. Neste âmbito, D. Rahho tinha criado uma associação para valorizar estas pessoas e apoiar as suas famÃlias. “Nestes dias, em profunda comunhão com a comunidade caldeia no Iraque e no estrangeiro, chorámos a sua morte e o modo desumano como teve de concluir a sua vida terrenaâ€, indicou. Bento XVI falou das “horas terrÃveis do rapto e da dolorosa prisão – na qual, talvez, estaria já feridoâ€, até à “agonia e à morteâ€, que se concluÃram com uma “indigna sepulturaâ€. Neste contexto, o Papa pediu que o exemplo de vida do Arcebispo Rahho possa levar todos os iraquianos, cristãos e muçulmanos, a “construir uma convivência pacÃfica, fundada na fraternidade e no respeitoâ€. A homilia quis deixar uma palavra de encorajamento a todos os membros da Igreja Católica no Iraque. “Estamos solidários, neste momento, com o Patriarca de Babilónia dos caldeus, Cardeal Emanuel Delly, e Bispo daquela amada Igreja que sofre, crê e reza no Iraqueâ€, disse o Papa. “Como o amado Arcebispo Paulos se deu, sem reservas, ao serviço do seu povo, assim os cristãos saibam perseverar no compromisso da construção de uma sociedade pacÃfica no caminho do progresso e da pazâ€, desejou. Bento XVI pediu que todos saibam encontrar na fé a força para continuar o seu trabalho em condições difÃceis. “A todos envio uma palavra de saudação e de encorajamento, confiando que saibam encontrar na fé a força para não perder o ânimo na difÃcil situação que estão a viverâ€, afirmou. Já ontem, durante a recitação do Angelus, o Papa referiu-se à trágica morte do Arcebispo caldeu de Mossul para pedir o fim da violência e do ódio no Iraque. “Basta de carnificinas, basta de violências, basta de ódio no Iraqueâ€, indicou. No final do Angelus, o Papa lembrou D. Rahho, referindo-se ao “seu belo testemunho de testemunho de fidelidade a Cristo, à Igreja e à sua gente, que não obstante numerosas ameaças, não tinha querido abandonarâ€. O Papa soltou assim “um grito" dirigido ao povo iraquiano, que desde há cinco anos sofre as consequências de uma guerra que “provocou a desarticulação da sua vida civil e socialâ€: “Amado Povo iraquiano, levanta a cabeça e sê tu próprio o primeiro reconstrutor da tua vida nacional! Sejam a reconciliação, o perdão, a justiça e o respeito da convivência cÃvica entre tribos, etnias, grupos religiosos – o caminho solidário para a paz, em nome de Deus!â€. A morte do Arcebispo caldeu de Mossul foi o primeiro caso a atingir um membro do episcopado local. Em Junho de 2007, um padre e três diáconos foram assassinados em Mossul, capital da provÃncia de NÃnive. Na mesma cidade, em Janeiro de 2005, fora sequestrado o arcebispo da comunidade siro-católica, D. Basile Georges Casmoussa Foto: OR Bento XVI Share on Facebook Share on Twitter Share on Google+ ...