Papa precisa que «a fé não é política» e adiantou aos jornalistas temas a tratar no primeiro dia, em Paris
Bento XVI chegou há minutos à França, onde irá permanecer até ao próximo dia 15 de Setembro, com passagens por Paris e Lourdes, um dos mais importantes santuários católicos do mundo.
Ainda antes da chegada ao aeroporto de Orly, o Papa falou aos jornalistas, a bordo do A321 da Alitalia, revelando que “amo a França, a grande cultura francesa, a arte francesa”.
Em França, o presidente Nicolas Sarkozy e a sua esposa Carla Bruni esperavam o Papa, à saída do avião. Bento XVI segue agora para Paris, para se encontrar com representantes do mundo político francês no Eliseu.
Já no avião o Papa adiantou alguns dos temas que deverão ser abordados neste encontro, frisando que “a fé não é política e a política não é uma religião”.
Entrando na questão da laicidade e da secularização, particularmente importante na França, Bento XVI destaca que política e religião são “duas esferas que devem estar abertas uma à outra”.
“É importante que se possa viver a fé com liberdade. É evidente que a laicidade não está em contradição com a fé”, acrescentou.
Segundo o Papa, “os valores cristãos são fundamentais para a construção do Estado e da sociedade”, uma resposta aos defensores da laicidade, em França, que se agitam em torno das considerações de Sarkozy sobre uma “laicidade positiva”.
A viagem iniciou-se em Roma, no aeroporto de Fiumicino, onde deixou uma palavra sobre o futuro da companhia aérea que o transportou, a Alitalia: “Rezo por vocês há muito tempo”.
Como habitualmente, o Papa enviou um telegrama ao presidente italiano, Giorgio Napolitano, na qual recorda os “peregrinos e em especial os doentes que, de todo o mundo, acorrem” ao Santuário de Lourdes, para “encontrar luz e esperança”.