Bento XVI condena anti-semitismo Octávio Carmo 09 de Junho de 2005, às 12:03 ... Papa quer Igreja aberta ao diálogo Bento XVI condenou hoje de forma veemente qualquer forma de anti-semitismo, assegurando que está comprometido a “continuar sobre o caminho†de diálogo e abertura iniciado por Paulo VI e João Paulo II nas relações com os judeus. Recebendo no Vaticano uma delegação do Comité Judaico Internacional para consultas inter-religiosas (UCIC), o Papa lembrou que “os meus predecessores, de forma especial João Paulo II, deram passos significativos para o desenvolvimento das relações com o povo judaicoâ€. “A minha intenção é prosseguir nesse caminhoâ€, acrescentou, após condenar “todas as manifestações de ódio, perseguição e de anti-semitismoâ€. No seu discurso, Bento XVI deixou claro que a Igreja irá continuar a lutar contra o anti-semitismo, na senda aberta pelo II ConcÃlio do Vaticano, pugnando pela “purificação, reconciliação, justiça, respeito da dignidade humana e pazâ€. O Papa sublinhou que “a memória do passado continua a ser, para as duas comunidades, um imperativo moralâ€. “Esse imperativo deve compreender uma reflexão contÃnua sobre questões históricas, morais e teológicas, levantadas pela Shoahâ€, apontou. A delegação da UCIC foi recebida no contexto das comemorações do 40º aniversário da declaração conciliar ‘Nostra Aetate’, sobre as relações da Igreja Católica com as religiões não-cristãs. “A história das relações entre as nossas duas comunidades é complexa e foi, muitas vezes, dolorosa, mas estou convencido de que o património espiritual, preservado por Cristãos e Hebreus, é uma fonte de sabedoria e inspiração capaz de nos guiar rumo a um futuro de esperança, segundo o plano divinoâ€, disse Bento XVI. Bento XVI Share on Facebook Share on Twitter Share on Google+ ...