Bento XVI manifestou-se hoje contra a “cultura de morte” que domina o “mundo esquecido de Deus”, num encontro com o clero da Diocese de Roma. Durante cerca de duas horas, o Papa falou espontaneamente com os cerca de 5.500 párocos das 330 paróquias romanas, a sua Diocese.
Referindo-se ao tempo da Quaresma, o Papa pediu uma “opção fundamental” pela vida: “Num mundo vazio de Deus, que esqueceu Deus, perde a vida e cai-se numa cultura da morte”.
Nesse sentido, Bento XVI destacou a importância, para os cristãos, de “saber doar-se”. Muitos dos intervenientes, incluindo o Papa e o Cardeal Camillo Ruini, vigário papal para a Diocese romana, recordaram o testemunho de “amor cristão” do Pe. Andrea Santoro, que recentemente foi assassinado na Turquia.
Entre os temas em destaque estiveram a pastoral da família, os jovens e a formação dos novos sacerdotes. Bento XVI acentuou a necessidade de colocar a Igreja ao serviço da família, “célula fundamental de qualquer sociedade sã”. “É fundamental ensinar a oração em família”, acrescentou.
No final, retomando a sua Encíclica “Deus caritas est”, dirigiu palavras de encorajamento aos todos os que “se comprometem, como testemunhas cristãs, em favor dos pobres e dos doentes”.