Vaticano

Bento XVI destaca colaboração com o Conselho Mundial das Igrejas

Octávio Carmo
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Bento XVI destacou a importância da colaboração com o Conselho Mundial das Igrejas (CMI), que por estes dias dá início à sua IX Assembleia Geral, na cidade brasileira de Porto Alegre. “Após 40 anos de colaboração frutuosa, esperamos continuar esta jornada de esperança e promessa, à medida que intensificamos os nossos esforços, rumo ao dia em que os Cristãos estarão unidos na proclamação da mensagem evangélica de salvação para todos”, escreve o Papa numa mensagem dirigida ao CMI, através do Cardeal Walter Kasper. O presidente do Conselho Pontifício para a promoção da unidade dos cristãos representará a Igreja na sessão inaugural do encontro de Porto Alegre, que decorre de 14 a 23 de Fevereiro, sob o tema “Deus, pela tua Graça, transforma o mundo”. Bento XVI recorda a “fé baptismal partilhada no Deus uno e trino”, desejando que o CMI e a Igreja Católica encontrem “caminhos para cooperar de uma forma ainda mais efectiva na tarefa de testemunhar o amor divino de Deus”. Para o Papa, é fundamental que as Igrejas se mostrem abertas “aos sinais da divina Providência e à inspiração do Espírito Santo” no caminho para a unidade. “Durante esta assembleia geral, milhares de Cristãos unem-se na mesma oração pela unidade. Ao pedirmos a Deus, na sua graça, para que transforme o mundo, rezamos para que ele abençoe o nosso diálogo ecuménico com o progresso que tão ardentemente desejamos”, acrescenta a mensagem”. O Papa conclui assegurando a sua “proximidade espiritual” e a vontade da Igreja Católica de continuar em “sólida parceria” com o CMI “no seu importante contributo para o movimento ecuménico”. Simbolicamente, a mensagem vem datada com o dia 25 de Janeiro, Festa da Conversão do Apóstolo Paulo. Delegação do Vaticano Para além da referida presença do Cardeal Kasper, a Igreja Católica far-se-á representar por uma delegação, presidida pelo Bispo Brian Farrell, secretário do Conselho Pontifício para a promoção da unidade dos cristãos. Nessa delegação contam-se 18 membros, com funções de observadores, incluindo representantes da Cúria Romana, de Conferências Episcopais, Superiores Religiosos e movimentos laicais. A Igreja Católica não é membro do CMI, mas colabora de vários modos com este organismo ecuménico e com a sua comissão Fé e Constituição, que tem a missão de procurar a unidade dos cristãos promovendo o estudo e a reflexão comum sobre temas em que permanecem divisões, ainda hoje, como é o caso da concepção eclesiológica nas várias confissões. O Grupo Misto de Trabalho, instituído em 1965, constitui a estrutura principal de coordenação das relações entre a Igreja Católica e o CMI. Notícias relacionadas • Conselho Mundial das Igrejas prepara IX Assembleia Geral


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