Bento XVI destaca contributo dos Religiosos na Igreja e na sociedade Octávio Carmo 12 de Dezembro de 2005, às 10:28 ... Bento XVI destacou o contributo dos Religiosos na Igreja e na sociedade ao receber no Vaticano uma delegação dos Institutos de Vida Consagrada da Diocese de Roma. “A Igreja necessita do vosso testemunho, necessita de uma vida consagrada que enfrente com coragem e criatividade os desafios do tempo presente†disse o Papa, que agradeceu o “precioso serviço†prestado pelos religiosos e religiosas nas várias realidades sociais e pastorais, pelo amor aos pobres e aos que sofrem, pelo esforço no campo da educação e da cultura, pela incessante oração que se eleva dos mosteiros e por toda a actividade que desempenham. O Papa dirigiu um pensamento especial "à queles que vivem nos mosteiros de vida contemplativa†e à s pessoas de vida consagrada “provenientes da Ãfrica, da América Latina e da Ãsia que estudam em Roma ou que aqui passam um perÃodo da sua existênciaâ€. “Que o vosso primeiro anseio seja testemunhar que Deus deve ser escutado e amado com todo o coração, com toda a alma, com todas as forças, antes de qualquer outra pessoa ou coisaâ€, frisou. Bento XVI lembrou que “desde sempre, os consagrados e as consagradas constituem para a Igreja de Roma uma preciosa presençaâ€, agradecendo aos religiosos pelo trabalho que desempenham e pelo empenho ao enfrentar os desafios que a evangelização apresenta no “complexo contexto social e cultural†da cidade. O Papa elogiou o compromisso dos religiosos nas várias frentes e sua inserção nos programas da Diocese, colaborando nos diversos campos de acção pastoral. Nesse sentido, desejou que “prossigam neste caminho, consolidando a fé nos compromissos assumidos, no carisma de cada Instituto e nas orientações da Igreja localâ€. “Tal fidelidade, como sabem, é possÃvel se formos firmes nas pequenas, mas insubstituÃveis fidelidades quotidianas: primeiramente, fidelidade à oração e à escuta da Palavra de Deus; fidelidade ao serviço dos homens e das mulheres do nosso tempo, segundo o próprio carisma; fidelidade ao ensinamento da Igreja, a partir do magistério sobre a vida consagrada; fidelidade aos sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia, que nos sustentam nas situações difÃceis da vidaâ€, apontou. Bento XVI exortou os religiosos “a realizar comunidades fraternasâ€, através das quais se mostra que, “graças ao Evangelho, também as relações humanas podem mudar, que o amor não é uma utopia, ou melhor, é o segredo para construir um mundo mais fraternoâ€. “Diante do avanço do hedonismo, pede-se o corajoso testemunho da castidade, como expressão de um coração que conhece a beleza e o preço do amor de Deus. Perante a sede de dinheiro, as vossas vidas sóbrias e colocadas a serviço dos mais necessitados lembram que Deus é a riqueza verdadeira que não se esgota. Perante o individualismo e o relativismo, que induzem as pessoas a serem a única norma de si mesmas, as vossas vidas fraternas, capazes de deixar-se coordenar e capazes de obedecer, confirmam que vocês depositam em Deus a sua realizaçãoâ€, concluiu. Bento XVI Share on Facebook Share on Twitter Share on Google+ ...