Bento XVI recebeu esta Quinta feira, no Vaticano, os Bispos da Conferência Episcopal das Honduras (CEH), tendo manifestado um conjunto de preocupações com a situação da Igreja neste país, tais como o secularismo, as ameaças contra a vida humana, o proselitismo das seitas, a violência e a pobreza cada vez mais crescentes.
O presidente da CEH, Cardeal Óscar Rodriguez Maradiaga descrevera ao Papa uma situação política e social com cores cinzentas, agravada pelo aumento dos preços do petróleo e por uma emigração cada vez mais forte e devastadora para as famílias
Em resposta, o Papa salientou que a constatação das enormes dificuldades que se opõem À missão pastoral dos Bispos das Honduras, “longe de levar ao desânimo, devem servir para impulsionar um extenso e audaz trabalho de evangelização que se apoie, mais do que na eficácia dos meios materiais e dos projectos humanos, no poder da Palavra de Deus acolhida com fé, vivida com humildade e anunciada com fidelidade”.
Referindo-se à falta de sacerdotes nas Honduras, Bento XVI recordou aos Bispos o empenho de suscitar vocações entre os jovens, que deve ser um objectivo prioritário dos seus planos pastorais, nos quais devem estar implicadas todas as comunidades diocesanas e paroquiais.
“Com confiança no Senhor, e com generosidade, disse ainda o Papa – colocai sempre ao serviço do Seminário os melhores formadores e os meios materiais convenientes, para que os futuros sacerdotes adquiram aquele amadurecimento humano, espiritual e sacerdotal de que os fiéis precisam e têm o direito de esperar dos seus pastores”.
O Papa exortou os bispos das Honduras a mostrarem no seu ministério o rosto misericordioso de Deus, potenciando em todas as suas comunidades diocesanas e paroquiais um extenso e capilar serviço de caridade que chegue de maneira especial aos doentes, aos idosos e ao presos.
“Sem solidariedade e justiça social é difícil que se haja paz”, tinha afirmado o Cardeal Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga, à chegada ao Vaticano, para a visita Ad limina.
(Com Rádio Vaticano)