Bento XVI defendeu este sábado o casamento indissolúvel e a família, face ao aumento do número de divórcios e "uniões irregulares" que se verificam nas sociedades modernas.
Numa mensagem dirigida a um grupo de peregrinos da diocese de Verona (norte da Itália), em visita ao Vaticano, o Papa recordou que a tutela da família é um dos temas principais na orientação pastoral da Igreja. Após ter recordado que por toda a parte “aumentaram os divórcios e as uniões irregulares”, Bento XVI indicou que “isso constitui para os cristãos a tarefa urgente de proclamar e testemunhar em toda a sua plenitude o Evangelho da vida e da família”.
Na sua intervenção, o Papa sublinhou que a família é chamada a ser “íntima comunidade de vida e amor, porque é fundada no casamento indissolúvel”.
Bento XVI admitiu as “dificuldades e os condicionamentos sociais e culturais do actual momento histórico”, mas incitou os casais cristãos a manterem os princípios católicos e serem “sinal do amor fiel de Deus”.
Ainda no sábado, a Santa Sé publicou a carta que o Papa enviou ao Cardeal Alfonso López Trujillo, presidente do Conselho Pontifício para a Família, a respeito do V Encontro Mundial das Famílias que se realizará na cidade espanhola de Valência no ano de 2006.
Citando a Exortação Apostólica de João Paulo II “Familiaris consortio”, para falar da família como “igreja doméstica" e santuário da vida, Bento XVI frisou que “todos os povos, para darem um rosto verdadeiramente humano à sociedade, não podem ignorar o bem precioso da família, fundada sobre o matrimónio”.
“A Igreja não pode deixar de anunciar que, de acordo com os planos de Deus, o matrimónio e a família são insubstituíveis e não admitem outras alternativas”, escreve o Papa, tendo em mente as recentes iniciativas legislativas que legalizam os casamentos homossexuais.