Bento XVI na Casa Branca
Papa sublinha importância das convicções religiosas para a sociedade democrática, como «uma inspiração constante e uma força orientadora»
Bento XVI e Bush seguiram para um encontro privado, enquanto que se ouvia entoar o “Parabéns a você†no dia em que o Papa completa 81 anos de vida, por cerca de 5 mil pessoas, nos jardins da Casa Branca.
Clima de festa
Minutos antes, logo ao sair da Nunciatura Apostólica, o Papa deparou-se com um grupo de crianças que entoaram os “Parabéns†em alemão e inglês.
“Fantástico. Em inglês e alemãoâ€, comentou Bento XVI, antes de começar o percurso para a Casa Branca, cumprimentando vários estudantes.
Bento XVI foi recebido na Casa Branca pelo presidente Bush, a sua mulher e o vice-presidente Dick Cheney, com direito a honras militares.
A bordo do avião que o levou na sua oitava viagem apostólica, o Papa anunciou que durante o encontro com o presidente George W. Bush irá pedir que os EUA aumentem a ajuda para os paÃses latino-americanos, uma das formas de estancar, a longo prazo, a imigração para Norte.
O Papa elogiou o “conceito positivo de laicidade†que existe nos EUA, considerando que o mesmo permite dar “autenticidade e liberdade à féâ€.
“É do interesse de todos que não haja mais pessoas necessitadas de emigrar, é do interesse dos Estadosâ€, disse aos jornalistas presentes.
É a segunda vez que um Papa se desloca à Casa Branca, depois da visita de João Paulo II, em Outubro de 1979, na presidência de Jimmy Carter. Nestes quase 30 anos, os Papas e os presidentes dos EUA encontraram-se em 25 ocasiões.
Do ponto de vista diplomático, malgrado as divergências sobre a guerra no Iraque, a Santa Sé e os EUA têm reforçado as suas relações - a Nunciatura Apostólica apenas existe, como tal, desde 1984 -, sobretudo em campos como a defesa da vida e o papel da religião na vida pública.
FOTO: Lusa
Bento XVI









