Vaticano

Bento XVI pede vocações sacerdotais para a Igreja

Octávio Carmo
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A Santa Sé publicou hoje a mensagem de Bento XVI para a 43ª Jornada Mundial de Oração pelas Vocações, na qual o Papa se pronuncia sobre a falta de vocações para o sacerdócio e a vida consagrada na Igreja. Afirmando que a “messe é grande” e os trabalhadores “poucos”, o Papa admite que hoje “sentimos vivamente a necessidade de rezar pelas vocações para o sacerdócio e a vida consagrada”. Apesar de verificar que “ nalgumas regiões se regista falta de Clero”, Bento XVI mostra-se confiante com “a certeza de que Cristo continua a suscitar homens que, como os Apóstolos, abandonam qualquer outra ocupação para se dedicar totalmente à celebração dos sagrados mistérios, à pregação do Evangelho e ao ministério pastoral”. O documento é intitulado “A vocação no mistério da Igreja”, frisando que “em todas as gerações, Cristo escolhe pessoas que tomam conta do seu povo; em particular, chama homens para o ministério sacerdotal, que exercem uma função paterna, cuja fonte é a própria paternidade de Deus”. Para o Papa, a missão do sacerdote é “insubstituível” e ocupa “um lugar de honra na Igreja”, como a vocação para a vida consagrada. Aos consagrados é dedicada uma parte da mensagem, na qual são referidos “os diversos serviços que desenvolvem no campo da formação humana e do cuidados pelos pobres, no ensino ou na assistência aos doentes”. Bento XVI dirige-se em especial a todos os que hesitam perante o apelo a estas vocações, escrevendo que “para responder ao chamamento de Deus e colocar-se a caminho, não é necessário ser já perfeitos”. “A fragilidade e os limites humanos não representam um obstáculo, sempre que contribuam para nos tornar mais conscientes do facto de que precisamos da graça redentora de Cristo”, explica. O Papa lembra que, ao longo dos séculos, o amor de Deus levou homens e mulheres a consagrarem-se à causa do Reino, “numa multiplicidade de vocações sempre presente na Igreja”. "“O peso de dois milénios de história - admite Bento XVI – torna difícil perceber a novidade do mistério fascinante da adopção divina e, contudo, é necessário recusar a tentação muito forte nos nossos dias, de nos sentirmos auto-suficientes, ao ponto de nos fecharmos ao plano misterioso de Deus em relação a nós".


Bento XVI