Bento XVI defendeu esta Quarta-feira no Vaticano que o matrimónio apenas é verdadeiramente bem vivido se respeitar a sua natureza “indissolúvel”, assim tornado pela “graça” de Cristo”.
O Papa falava aos peregrinos reunidos para a audiência geral, na qual prosseguiu o ciclo de catequeses sobre São Paulo.
Bento XVI fez notar que é “a partir da perspectiva da comunhão que o Apóstolo (Paulo) explica o sacramento do Matrimónio, que não se deve entender apenas como um remédio para a concupiscência mas sim como a expressão da pertença recíproca dos esposos, iluminada pelo mistério do grande amor entre Cristo e a Igreja”.
Na sua catequese, o Papa frisou ainda que ninguém se torna cristão sozinho. “Eucaristia sem solidariedade com os outros é um abuso da Eucaristia”, sublinhou.
Neste sentido, é portanto “o outro” que nos faz cristãos: em primeira instância, “a comunidade dos crentes”, a Igreja, da qual recebemos a fé e o baptismo. Comunidade que é também ela, por sua vez, “passiva”, enquanto destinatária dos dons de Cristo.
“Isto acontece ainda mais explicitamente – explicou o Papa – na Eucaristia, sacramento pessoal e social por excelência, que une Cristo a cada crente, e estes entre si”.
No final do encontro, Bento XVI apresentou aos “amados peregrinos de língua portuguesa”, as suas boas-vindas, “com uma saudação deferente e amiga aos Presidentes das Câmaras e respectivos munícipes do Alto Tâmega”.
“Imploro as bênçãos de Deus sobre os respectivos compromissos institucionais para que, inspirados pela solidariedade cristã, possam servir e promover o bem comum da sociedade. Com estes votos e a certeza da minha oração pelas intenções que vos trouxeram a Roma, vos abençoo a vós, aos vossos familiares e comunidades cristãs”, concluiu.
(Com Rádio Vaticano)