Vaticano

Berna e o Vaticano assinalam 500 anos da Guarda Suíça com emissão filatélica

Octávio Carmo
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A Suíça e o Vaticano vão assinalar, em 2006, os 500 anos da Guarda Suíça com uma emissão filatélica conjunta. Os selos são desenhados por um antigo guarda, anunciou um comunicado dos Correios helvéticos. A Guarda Suíça Pontifícia, fundada pelo Papa Júlio II em 1506, é uma companhia de voluntários, recrutados em todas as partes da Suíça, organizados militarmente, para a custódia da pessoa do Papa e da sua residência. Outras tarefas são também a vigilância dos ingressos na Cidade do Vaticano, assim como serviços de segurança e de honra durante as funções religiosas e diplomáticas do Santo Padre. Uma representação da Guarda Suíça acompanha o Papa nas suas viagens ao exterior. O corpo é formado por 110 guardas e compreende 4 oficiais (coronel, tenente coronel, major e capitão), 1 capelão, 26 suboficiais e 79 soldados. O serviço dura dois anos, com possibilidade de renovação e promoção, até um máximo de 20 anos de serviço. Para fazer parte da Guarda Suíça é preciso ser católico, nascido nesse país, com uma altura superior a 1,74 metros e ter frequentado a recruta no exército suíço. Os soldados deverão ter até 30 anos e ser solteiros, sendo possível casarem-se depois de subirem de patente. Todos, sem excepção, vivem no Vaticano. Em 2006 a Guarda Suíça, o mais pequeno exército do mundo, comemora o seu 500º aniversário. Por esse motivo, são publicados desde 2005 livros comemorativos, os selos conjuntos vaticano-suíço, uma moeda cunhada pela Suíça, e será organizada uma peregrinação desde a Suíça (Bellinzona) a Roma, que repete o caminho que seguiram os primeiros 150 guardas suíços.


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