O Bispo de Hong Kong, Joseph Zen, convida os cerca de 200 mil católicos da ex-colónia britânica, a participarem, no próximo dia 1 de Julho, na manifestação contra o artigo 23, um projecto de lei que prevê a prisão perpétua para os culpados de alta traição, sedição, secessão ou subversão.
Sempre contrário à lei anti-subversão, D. Zen voltou ao assunto, dizendo esperar que o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, que provavelmente visitará Hong Kong nos próximos dias, consiga convencer o chefe do Executivo local, Tung Chee-hwa, a abrandar os tons e o conteúdo da medida.
Várias organizações cristãs associaram-se ao convite do Bispo. Análoga manifestação foi feita no dia 15 de Dezembro passado, quando cerca de 60 mil pessoas ganharam as ruas de Hong Kong, contra a proposta do Governo.
A lei anti-subversão deveria ser parte integrante da “lei fundamental”, espécie de mini-constituição em vigor em Hong Kong, desde 1997. No artigo 23 da mini-constituição, que acabou por dar o nome ao projecto de lei, prevê-se que o Governo da ilha emane uma medida sobre a segurança nacional.
A lei, que poderia entrar em vigor no próximo mês, prevê, entre outras coisas, até 7 anos de reclusão para os culpados de incitação à violência ou distúrbio da ordem pública.