Vaticano

Bispos americanos preocupados com legislação do aborto

Agência Ecclesia
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Episcopado americano mostra-se disponível para trabalhar com Barack Obama

A conferência dos bispos católicos dos Estados Unidos manifestou-se disponível para trabalhar com o presidente eleito, Barack Obama, mas os bispos advertem que vão lutar contra a intenção de aprovar o aborto. Numa declaração emitida na Assembleia anual dos bispos dos Estados Unidos da América, o cardeal Francis George, Presidente da Conferência, manifestou as boas vindas “neste momento de transição histórica e estão ansiosos por trabalhar com o presidente eleito Obama e com os membros do novo Congresso em favor do bem geral". No entanto, afirmou que para os líderes da Igreja Católica, "o bem fundamental é a vida, um presente de Deus e nossos pais". O Cardeal George manifestou a desaprovação da lei da «liberdade de escolha». Se for aprovada esta lei vai eliminar limitações ao aborto, que ainda existem, apesar de nos Estados Unidos o aborto ser legal desde que recebeu a confirmação do Supremo Tribunal, em 1973. A nova lei presente no Congresso norte-americano prevê que as mulheres, caso decidam abortar, possam fazê-lo sem que antes tenham de passar por qualquer processo de aconselhamento. Durante a campanha eleitoral, Barack Obama declarou que se o Congresso aprovar a lei, ele não se vai opor. Condenando o aborto como "um acto médico que mata", os bispos advertiram que, se a lei for aprovada, a unidade nacional, que Barack Obama pediu, durante o discurso de vitória nas presidências, para combater a crise financeira, "será", segundo os bispos "impossível de atingir. "


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