Os bispos brasileiros manifestaram o seu apoio à reforma agrária de Lula da Silva, "que não se limita a distribuir terras, mas prevê políticas para que as pessoas vivam dignamente".
A presidência da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) recebeu ontem a visita do ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rosseto, que apresentou em linhas gerais o novo Plano de Reforma Agrária para o país.
Após a reunião privada, o presidente da CNBB, cardeal Geraldo Majella Agnelo, informou que o ministro veio solicitar “apoio em benefício do povo”, uma vez que a Igreja sempre disponibilizou esforços em prol da Reforma Agrária.
“O esforço mútuo não está em apenas distribuir terras, mas em ajudar o homem a fixar-se na terra”, afirmou.
O ministro Rosseto, por sua vez, disse que o diálogo com a CNBB visa somar esforços para concretizar a justiça social no país, com um forte trabalho para «qualificar o homem no campo».
A questão tinha sido abordada recente num comunicado da CNBB, divulgado a 1 de Novembro, onde se revelava que os bispos brasileiros receberam com satisfação a notícia de que o Governo iria lançar brevemente o novo Plano Nacional de Reforma Agrária (PNRA).
“Não ignoramos as dificuldades financeiras que o País está enfrentando. Porém, por sua gravidade e urgência, a solução da questão agrária torna-se uma prioridade, exigindo de todos compreensão e apoio”, afirmava a CNBB.
Os bispos consideram a questão fundiária no Brasil, “seja como uma das preocupações sociais mais recorrentes, seja quanto ao empenho da Igreja para que a terra esteja a serviço de quem nela precisa trabalhar e viver.”