«O Domingo em risco na vida actual» é o título do documento que os bispos franceses divulgaram na passada Segunda-feira, 15 de Dezembro, comentando o projecto de lei francês sobre o trabalho no Domingo.
O documento foi elaborado pelo Conselho para as questões familiares e sociais da Conferência Episcopal da França.
Os bispos apresentam razões tanto sociais como antropológicas para argumentar sobre a importância do dia de descanso semanal na cultura ocidental e para o bem-estar das famílias.
Por um lado, afirmam, é necessário “um tempo para descansar, viver em família, ter uma vida social e desfrutar de diversas actividades culturais e desportivas, etc.”, escapando das constrições impostas pelo trabalho durante o resto da semana.
Em relação às razões sociais que aconselham não eliminar o dia de descanso semanal, os prelados advertem que a economia e o trabalho “não podem ter a última palavra na vida social”.
Para a Conferência Episcopal, apagar o carácter particular do domingo “é um caminho fácil que, com o pretexto do liberalismo, retira do homem uma indicação objectiva, inscrita no tempo, da sua dimensão espiritual”.
A Igreja, ao defender o Domingo, não só “manifesta a sua vontade de que os cristãos vivam esse dia em condições favoráveis”, mas também “deseja prestar um serviço a toda a sociedade, para que possa encontrar um caminho que permita tornar a vida cada vez mais humana”.
O documento pode ser lido em: www.eglise.catholique.fr
Redacção/Zenit