O Cardeal Francis Arinze, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, considera que as dificuldades e confusões em matéria litúrgica surgidas após o Concílio Vaticano II se devem a quem “não o recebeu correctamente ou a quem inclusivamente o rejeitou”.
“Há pessoas que não digeriram o que o Vaticano II disse, outras pretendem ditar a interpretação autêntica do espírito conciliar e outras pedem mesmo um novo concílio”, explicou, em entrevista ao jornal do Vaticano, L’Osservatore Romano, frisando que “a situação hoje é muito mais tranquila do que há 30 anos”.
O Cardeal nigeriano afirma que muitos abusos “não se devem à má vontade, mas à ignorância”.
“Alguns não sabem ou não estão conscientes de que não sabem. Não sabem, por exemplo, que as palavras e os gestos têm raízes na tradição da Igreja. Assim, crêem ser mais originais ou criativos mudando-os”, constatou.
Para este responsável, “é necessário reafirmar que a liturgia é sagrada, é a oração pública da Igreja”.