O Cardeal Norberto Rivera Carrera, primaz do México, disse esperar que o novo plano anunciado pelo governo de George W. Bush beneficie os milhões de imigrantes mexicanos nos Estados Unidos, “que necessitam de um tratamento digno e humano.”
George W. Bush propôs no dia 7 de Janeiro um pacote de medidas que permite aos imigrantes ilegais regularizar o seu estatuto. "É de senso comum e de justiça que as nossas leis devem permitir a entrada de trabalhadores [estrangeiros] no nosso país para preencher empregos que os americanos não preenchem", declarou o presidente norte-ameircano.
Para o Cardeal Rivera, esta atitude é a mais correcta: “quem viaja para outro país em busca de trabalho não é um delinquente e precisa da ajuda do país que o acolhe”, esclareceu.
Em muitas partes da América, os criados dos restaurantes, os trabalhadores da construção civil, os taxistas ou as empregadas domésticas são imigrantes ilegais. Há pelo menos oito milhões de pessoas nessa situação nos EUA.
Antes de anunciar as propostas, Bush telefonou precisamente ao presidente do México, Vicente Fox. Metade dois oito milhões de "ilegais" nos EUA são mexicanos; a fronteira do Rio Grande é diariamente atravessada por milhares de mexicanos em busca de empregos na América.
Cada trabalhador neste programa receberá um visto de três anos, renovável por mais três anos; quando estes vistos expirarem, eles terão em princípio de regressar aos seus países de origem. No entanto, têm direito a candidatar-se a um "cartão verde", uma autorização de residência permanente nos EUA.