O cardeal Joseph Ratzinger considera que a clonagem humana é mais perigosa do que as armas de destruição em massa.
“O homem é capaz de produzir em laboratório outro homem que, portanto, já não é dom de Deus ou da natureza. Pode-se fabricar e, o mesmo que se fabrica, pode-se destruir”, referiu o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.
“Se este é o poder do homem, ele está a converter-se numa ameaça mais perigosa que as armas de destruição maciça”, acrescentou.
O prestigiado cardeal alemão fez estas declarações em Roma, no dia 25 de Outubro, durante um debate com Ernesto Galli della Loggia, professor de História das Doutrinas Políticas e editor do Corriere della Sera.
O cardeal expressou juízos severos também a respeito do “laicismo totalitário” do qual apontou sinais na União Europeia, afirmando que “o puro positivismo dos direitos humanos é talvez suficiente para uma Constituição, mas não o é para o nosso debate cultural”.
O encontro foi organizado pelo Centro de Orientação Política, fundado no outono de 1999 por iniciativa de Gaetano Rebecchini, conselheiro do Estado da Cidade do Vaticano.