O Cardeal alemão Joseph Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, condenou com firmeza a comunhão comum programada nas Jornadas ecuménicas de Berlim, na qual deverão tomar parte católicos e protestantes no próximo dia 1 de Junho.
“Trata-se de uma acção política durante a Eucaristia, que visa mudar alguma coisa na Igreja”, declarou o Cardeal à rádio Bayerischer Rundfunk.
A posição oficial do Vaticano, na linha da encíclica de João Paulo II “Ecclesia de Eucharistia” publicada em Abril, é de que os católicos se abstenham de participar na comunhão em cerimónias de outras confissões cristãs.
“Tentar instrumentalizar o sacramento que perpetua o sacrifício de Cristo para servir interesse privados é, do meu ponto de vista, altamente desadequado”, acrescentou o Cardeal.