Vaticano

Cáritas estuda estratégia de longo prazo para o sudeste asiático

Octávio Carmo
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Destruição do tsunami deixou marcas profundas

Mais de oito meses depois da onda de destruição gerada pelo maremoto de 26 de Dezembro, no sudeste asiático, representantes da Cáritas nessa região vão reunir-se na sede da “Caritas Internationalis” para definir uma estratégia de longo prazo para a reconstrução de casas e de comunidades. Num comunicado divulgado no site oficial do organismo católico assinala-se que nos primeiros meses após o tsunami, a Cáritas foi ao encontro das necessidades mais urgentes, ao nível da alimentação, da saúde e da habitação, “construindo habitações permanente e ajudando as pessoas a encontrar novos meios de subsistência”. A Caritas Internationalis reuniu até hoje cerca de 400 milhões de Euros em donativos, dos quais mais de 5 milhões foram recolhidos em Portugal, na campanha “Cáritas ajuda vítimas do sudeste asiático”. No final deste mês reúnem-se em Roma responsáveis direitamente envolvidos em implementar programas na Índia, Indonésia, Sri Lanka e Tailândia com as agências doadoras. Todos discutirão sobre as formas de levar a cabo com maior eficácia a construção de casas resistentes aos movimentos sísmicos e de infra-estruturas comunitárias, a criação de emprego e a assistência social. "Estamos ali para ficar", declarou Liz Stone, uma coordenadora dos programas de ajuda da Caritas Internationalis para o tsunami. “Não somos simplesmente outra ONG, mas um agente fundamental no cumprimento da missão social da Igreja. Estamos no lugar e a longo prazo, e por isso os governos confiam em nós e trabalham bem connosco”, apontou. Os membros das Cáritas locais continuam a proporcionar os serviços que já existiam, destinados a promover a dignidade humana, especialmente entre os pobres e os mais necessitados.


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