As imagens da tragédia já começaram a desaparecer da memória colectiva, mas quase um ano depois do tsunami que varreu as costas do Índico, a Confederação Internacional da Cáritas renova o seu compromisso de desenvolver projectos a longo prazo junto das populações mais afectadas.
A “Caritas Internationalis” acaba de publicar uma brochura intitulada “Reconstruir comunidades, devolver vidas, reconstruir a esperança depois do tsunami”, na qual são apresentados, em detalhe, os trabalhos de assistência desenvolvidos pela rede global da Cáritas – na qual se inclui a portuguesa – nos países mais atingidos: Índia, Indonésia, Sri Lanka e Tailândia.
A escala de devastação gerada pelo tsunami atingiu uma escala sem precedentes, da mesma maneira que o apoio financeiro recolhido em todo o mundo. A Cáritas mobilizou recursos e pessoal para responder às necessidades imediatas de comida, roupa, medicamentos, cuidados médicos, água e instalações sanitárias de mais de 500 mil pessoas.
A esta fase inicial seguem-se, agora, projectos para os que ficaram sem habitação, a criação de infra-estruturas nas pequenas comunidades, de serviços públicos e de apoio psicológico.
12 meses depois do desastre, a Cáritas espera que a tragédia possa converter-se numa oportunidade para as comunidades costeiras da Índia, Indonésia, Sri Lanka e Tailândia. “Muitos progressos foram feitos, mas são ainda necessários mais trabalhos e a Confederação da Cáritas está comprometida em permanecer ali a longo prazo”, aponta o comunicado.