Os missionários a trabalhar no Paquistão lamentam o clima de medo que tem vindo a tomar conta do páis. Factores como os atentados de 11 de Setembro de 2001, as guerras no Afeganistão e Iraque e os atentados suicidas em Israel criaram novas dificuldades para a relação dos católicos com os muçulmanos nesta região e ameaçam a vida da Igreja.
O Pe. Rocus Patras, dominicano de quarenta anos, responsável pela paróquia de Santo Domingo (onde em 28 de Outubro de 2001 foram assassinados 17 cristãos) refere à agÊncia Zenit que “neste país, como em outras nações asiáticas, a propaganda dos movimentos fanáticos de qualquer denominação tende a definir como a quinta coluna do Ocidente aqueles que, ainda tendo o mesmo sangue e a mesma pátria, se converteram ao cristianismo».
«Para estas pessoas - constata o Pe.Patras -, os cristãos continuam a ser inimigos que devem ser atacados porque se dedicam sempre e em todo lugar ao proselitismo».
O relato do clima actual no país é bastante eloquente. “Hoje todos têm medo, fecham as portas, não há procissões nem campeonatos. Porque mudou o povo tão rapidamente? Porque tem tanto medo a nossa comunidade cristã? Porque têm os nossos jovens que se armar para proteger os cristãos que rezam?», questiona.
No Paquistão, os católicos são pouco mais de um milhão e quase todos pertencem a classes sociais baixas ou marginalizadas em relação ao resto da sociedade.