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China repete condições para reatar relações diplomáticas com o Vaticano

Agência Ecclesia
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O governo chinês voltou a afirmar que as relações entre a China e o Vaticano poderão melhorar se a Santa Sé cortar os laços diplomáticos com Taiwan e se deixar de "usar a religião para interferir nos assuntos internos" do gigante asiático. Essa é a condição “sine qua non”, que chega de Pequim, com o objectivo de nortear o difícil processo de reaproximação entre a China e o Estado do Vaticano. O chefe do departamento chinês que se ocupa das minorias religiosas e étnicas, Du Qinglin, disse que cabe à Santa Sé dar o primeiro passo para melhorar as relações recíprocas. "O Vaticano não deve interferir nas questões de política interna chinesas, nem usar a religião para se intrometer em nossos assuntos internos", disse Du Qinglin, citado pela agência Xinhua. "Somente com base nessas duas premissas, as duas partes podem estabelecer um diálogo construtivo, superar as dificuldades, atenuar as distâncias e progredir rumo à consolidação de relações amistosas”, indicou. Embora o Partido Comunista Chinês se declare oficialmente ateu, a Constituição chinesa permite a existência de cinco Igrejas oficiais (Associações Patrióticas), entre elas a Católica, que tem 5,2 milhões de fiéis. Segundo fontes do Vaticano, a Igreja Católica “clandestina”, ligada ao Papa e fora do controlo de Pequim, conta mais de 8 milhões de fiéis. A Associação Patriótica Católica (APC) foi criada em 1957, para evitar “interferências estrangeiras”, em especial do Vaticano, e para assegurar que os católicos viviam em conformidade com as políticas do Estado. A partir da década de 80 do século passado, a APC passou a procurar a aprovação do Vaticano para os seus Bispos, em segredo. Hoje, estima-se que mais de 90% dos Bispos da APC sejam reconhecidos pelo Vaticano. (Com Rádio Vaticano)


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