Bento XVI concluiu esta manhã, com uma reflexão sobre o “Magnificat”, o ciclo de catequeses sobre os Salmos e os Cânticos da Liturgia das horas iniciado por João Paulo II em Abril de 2001, para as audiência gerais de quarta-feira.
O Papa aludiu com particular atenção a este facto, assinalando “o fim do longo itinerário iniciado pelo meu querido predecessor, o inesquecível Papa João Paulo II”. Ao longos destes quase cinco anos, os peregrinos puderam “percorrer toda a sequência dos Salmos e dos Cânticos que constituem o tecido orante fundamental da Liturgia das Laudes e das Vésperas”.
A audiência desta manhã iniciou-se na Basílica de São Pedro, onde o Papa saudou um grupo de estudantes italianos e os participantes da peregrinação promovida pela família religiosa “Frères de Saint-Jean". Em seguida, a audiência desenrolou-se na sala Paulo VI, do Palácio Vaticano.
No primeiro momento, o Papa lembrou a sua encíclica “Deus caritas est”, frisando que “Deus é a fonte e a razão da nossa verdadeira alegria”.
“Convido cada um de vós a compreender e acolher cada vez mais este Amor que muda a vida e vos torne testemunhas credíveis do Evangelho”, disse aos jovens estudantes presentes.
Bento XVI sublinhou ainda que “cada um de nós, difundindo a caridade divina, contribui para construir um mundo mais justo e solidário”.
Já na sala Paulo VI, o Papa assinalou que Deus está sempre “do lado dos últimos”, mesmo quando o seu projecto “permanece escondido sob o terreno opaco das vivências humanas, que vêem triunfar os soberbos, os poderosos e os ricos”.