Vaticano

Cimeira inter-religiosa condena terrorismo

Octávio Carmo
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Líderes religiosos de mais de 40 países, reunidos em Moscovo para uma cimeira de três dias, condenaram na declaração final do encontro qualquer manifestação de “terrorismo e extremismoâ€, bem como as tentativas de justificar esses manifestações “no plano religiosoâ€. “É nosso dever opor-nos ao ódio no plano político, nacional e religiosoâ€, refere o documento, adoptada por mais de 200 responsáveis cristãos, muçulmanos, budistas, hindus e xintoístas. A iniciativa foi convocada pelo Patriarcado Ortodoxo de Moscovo e acontece a poucos dias da cimeira do G8, em São Petersburgo. “Deploramos as actividades de grupos e movimentos pseudoreligiosos, que destroem a liberdade e a saúde das pessoas, opondo-se aos princípios éticos no seio da sociedadeâ€, acrescenta a declaração, dirigidas aos líderes dos oito países mais industrializados. Para os líderes de várias confissões, a utilização da religião como “meio de promover o ódio ou pretexto para crimes contra pessoas, a moral ou a humanidade†é um dois principais desafios do nosso tempo. O diálogo e o respeito entre e pelas culturas esteve no centro da reflexão, ao longo destes dias. O Cardeal Walter Kasper, que liderou a delegação do Vaticano, defendeu que a missão das religiões é “favorecer uma ordem mundial mais pacífica e mais justaâ€. Um “não†ao propalado choque de civilizações foi outra das ideias-chave dos trabalhos. O Cardeal Paul Poupard, que também integrou a delegação vaticana, considerou que as religiões podem e devem partilhar “preocupações comuns†e afirmar um compromisso conjunto para trabalharem com “um renovado empenho num diálogo intercultural e inter-religioso, ao serviço de um humanismo integral e solidárioâ€. O Papa deixou votos, no passado Domingo, para que neste encontro se pudessem “encontrar âmbitos de efectiva colaboração, no respeito e na compreensão recíproca, a fim de enfrentar os actuais desafiosâ€. Desta cimeira de Moscovo saiu a proposta de criar um mecanismo, na ONU, que permita um diálogo activo entre líderes religiosos e políticos.


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