Bento XVI defendeu esta manhã que a comunhão é a resposta para os conflitos que atingem “as relações entre indivíduos, grupos e povos inteiros” em todo o mundo. O Papa falava perante quase 40 mil peregrinos, reunidos na Praça de São Pedro para a habitual audiência geral.
Prosseguindo o ciclo de catequeses dedicado à relação entre Cristo e a Igreja, Bento XVI centrou a sua reflexão no “amor que une Deus e os homens”.
A comunhão – apresentada como acção do Espírito e relação entre crentes – “é verdadeiramente uma Boa Nova” e a Igreja “apesar de todas as suas fragilidades humanas, revela-se uma maravilhosa criação de amor, feita para tornar Cristo mais próximo de cada homem e mulher que queira verdadeiramente encontrá-lo.
Na saudação aos peregrinos de língua portuguesa, o Papa lembrou que “no decorrer dos séculos a Igreja, organicamente estruturada pela condução dos seus legítimos pastores, vive no mundo como mistério de comunhão”.
“Tal comunhão, fortalecida pelo Pão eucarístico, exprime-se nas relações fraternas, fazendo-nos participar do amor que nos une a Deus e aos nossos irmãos. Empenhemo-nos sempre mais a reforçá-la pelo amor de Cristo que nos uniu”, pediu.