A Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) veio a público condenar propósito manifestado pelo governo federal de rever o carácter punitivo da legislação sobre o aborto no país, ampliando as possibilidades legais da interrupção da gravidez, hoje limitadas aos casos de violação e risco de vida da mãe.
A presidência da CNBB volta a destacar “a inviolabilidade do direito à vida que atinge a todo ser humano”.
“Reafirmamos o princípio ético do pleno respeito à dignidade e à vida do ser humano, não importando o estágio de seu desenvolvimento ou a condição em que ele se encontra. Este princípio, que fundamenta todos os demais direitos da pessoa, é base e condição para a convivência social digna, justa e solidária”, escrevem os Bispos.
A CNBB deixa um apelo a todos os brasileiros para a promoção de “uma cultura da vida e não da morte”.
“O menosprezo pela vida humana tem levado aos maiores desatinos pessoas e governos no passado e no presente e a uma escalada de violência, insegurança, vingança, assassinatos, assaltos, roubos e aumento da miséria e da fome”, alertam.
A nota conclui lembrando que “o respeito aos indefesos e à vida frágil é expressão de verdadeira cultura e humanidade”.