A Conferência Episcopal da Indonésia manifestou a sua preocupação em relação ao futuro das populações afectadas, quando se desligarem os holofotes dos Media.
“Pedimos a todos os cidadãos que continuem a cuidar dos que sofrem, mesmo quando o sofrimento não ocupar as páginas dos jornais. Por isso, sugerimos uma colecta especial, a ser destinada as pessoas que ficaram afectadas com a tragédia”, escrevem os Bispos numa mensagem divulgada pela agência Fides e assinada pelo Cardeal Julius Darmaatmadja, Arcebispo de Jacarta e Presidente da Conferência Episcopal.
“O sofrimento tocou nossos corações. Estamos todos muitos tristes, mas apesar do sofrimento, acreditamos que Deus permanece fiel. Muitas pessoas começaram a estender as mãos em ajuda. Sentimos que a nação está unida no mesmo sofrimento”, explica o documento.
A carta convida os fiéis a “permanecerem unidos e não se renderem”, exortando todos os católicos a não abandonarem a recolha de fundos e a preocupação pela solidariedade, oferecendo sua contribuição.
Os Bispos querem “infundir a coragem de rezar ao Nosso Senhor, Deus da vida” para que todos possam sempre “respeitar a própria vida e a do próximo”.
O maremoto de 26 de Dezembro causou já mais de 150 mil mortos e dezenas de milhares de desaparecidos, segundo o último balanço provisório.
As autoridades da Indonésia, o país mais afectado pela tragédia, indicaram que o sismo e o maremoto provocaram 104.055 mortos, cerca de 10.070 desaparecidos e 474.619 desalojados. Localidades costeiras da ilha de Samatra desapareceram por completo.