«Não há mais espaço para declarações, deliberações ou discussões, é tempo para uma acção decidida que salve esta gente inocente»
A Conferência Episcopal do Sudão lançou um apelo à ONU, comunidade internacional, governo e oposição sudanesas para que “o povo do Sudão seja socorrido urgentemente”
Preocupados com a situação na região do Darfur, que classificam de trágica e crítica, os prelados exigem que “todos os que desejam a justiça e a paz prestem assistência ao povo do Darfur”.
O texto revela que já no ano passado, cerca de 35 mil pessoas perderam a vida e aponta para um aumento neste número nos próximos dias “por causa dos obstáculos levantados à acção dos organismo de socorro”, entre os quais a Cáritas.
Dirigindo-se à comunidade internacional, os bispos católicos do Sudão pedem que se exerça pressão sobre o governo do país, “não só para que desarme as milícias Janjaweed, mas também para que leve os seus responsáveis a responder diante da justiça”.
“Se o governo de Cartum se mostrar relutante, pedimos então à comunidade internacional que intervenha imediatamente: o factor tempo é crucial para salvar vidas preciosas e inocentes”, acrescentam.
O decorrer do documento é ainda mais duro, assinalando que “não há mais espaço para declarações, deliberações ou discussões, é tempo para uma acção decidida que salve esta gente inocente”.
As críticas dirigem-se ainda à ONU, desafiada a “assumir as suas responsabilidades no holocausto da etnia africana no Darfur”.
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