Vaticano

Conferências Episcopais europeias «em rede» para uma comunicação positiva

Octávio Carmo
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Os porta-vozes e responsáveis pela área da imprensa das Conferências Episcopais da Europa estiveram reunidos para partir em busca de uma rede de informação comum que permita uma “cooperação prática” entre eles. O encontro, que decorreu em Atenas, contou com a participação do Pe. António Rego. À Agência ECCLESIA, o director do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Conferência Episcopal Portuguesa, destacou o propósito assumido de “intensificar a informação do que se vai fazendo em cada Igreja” e a ideia de se criar um Web Group, onde as notícias cheguem a todos. “É necessário aproximar os países com níveis de desenvolvimento diferentes, situações eclesiais e riquezas espirituais diversas, intensificando a dimensão europeia de cada país”, explica. Organizar seminários de formação para jornalistas, apoiar a estruturação de assessorias de imprensa nas Conferências Episcopais da Europa de Leste, organizar um encontro entre webmasters de sites das Conferências Episcopais, intensificar os intercâmbios de fotos, materiais e documentos são algumas das propostas concretas que emergiram dos três dias de debate promovidos pelo Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE). O Pe. António Rego destaca a presença das Igrejas do Leste Europeu, “em silêncio durante tantos anos”, que nesta ocasião tiveram uma preponderância muito grande nas intervenções. D. Renato Boccardo, Secretário do Conselho Pontifício das Comunicações, apresentou uma reflexão sobre a Internet, tendo pedido uma colaboração mais estreita entre os portais e os sites das Conferências episcopais e os sites católicos. “Para a Igreja, a Internet oferece um espaço muito útil para a evangelização, porque torna possível alcançar todas as culturas e as faixas etárias ao mesmo tempo. Este novo canal de comunicação, porém, leva também a Igreja a rever a própria linguagem”, destacou o responsável. A situação dos católicos na Grécia Durante os trabalhos, os participantes do Encontro foram recebidos pelo Arcebispo ortodoxo de Atenas, Christodoulos: foi uma ocasião para um confronto aberto sobre temas da Constituição europeia e sobre o futuro da União. O encontro com o Arcebispo católico de Atenas, D. Nicolaos Foskolos, permitiu conhecer de perto a realidade da Igreja católica na Grécia, que representa 0,5% da população (cerca de 97% são ortodoxos), e que está a crescer muito com a imigração de polacos, albaneses e filipinos. O Arcebispo expressou a esperança de que o diálogo iniciado com o governo e a Igreja ortodoxa leve a um novo reconhecimento do papel e da contribuição da Igreja católica. A Grécia tem uma religião oficial do Estado, que declara todas as confissões (que não a Greco Ortodoxa) como religiões estrangeiras. Em consequência, quem é não é ortodoxo não é considerado verdadeiramente cidadão grego.


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