Vaticano

Constituição europeia: Santa Sé impulsiona mobilização dos cristãos

Octávio Carmo
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Após a proposta de Tratado Constitucional, aprovada pela Convenção Europeia, a Santa Sé estimula a mobilização dos cristãos para que continuem a contribuir com os seus valores para a construção da nova Europa. Esta é a conclusão a qual chegou a reunião do Grupo de Coordenação da Convenção de Cristãos pela Europa com representantes da Secretaria de Estado do Vaticano, que aconteceu no dia 14 de Junho, no Vaticano. A proposta de «Preâmbulo» à Constituição, que será apresentada para a sua aprovação na Reunião de Chefes de Estado e de Governo da União Europeia (Tessalónica de 20 a 21 de Junho), não faz nenhuma referência ao cristianismo, limitando-se a referir «heranças culturais, religiosas e humanistas». O Grupo de Coordenação da Convenção de Cristãos pela Europa, integrado por 35 pessoas, reuniu-se na Sede da Secretaria de Estado do Vaticano com D. Pietro Parolin, subsecretário de Estado para as relações com os estados do Vaticano, na presença do núncio da Santa Sé ante a União Europeia, o arcebispo Faustino Sains. D. Parolini constatou que «a aprovação do Tratado Constitucional é um passo de grande importância, mas não é o ponto final». «Depois a sociedade civil, da qual vós sois uma representação, deve ser sujeito activo na prática do Tratado nos diversos países da União, de modo que a dimensão religiosa de cada cidadão seja reconhecida não só individualmente, mas também social e institucionalmente, com o necessário diálogo construtivo entre as autoridades civis e religiosas», afirmou. «Esta acção incisiva na opinião pública e na vida social por parte de cristãos leigos de diversas profissões e realidades eclesiais é muito importante para dar a conhecer de modo claro e convincente as aspirações e os ideais de um grandíssimo número de cidadãos europeus, que são conscientes da importância do património do humanismo cristão para construir o futuro», acrescentou. «Não pedimos nenhum privilégio, mas somente o devido respeito às pessoas da Europa, que na sua grande maioria --84% aproximadamente-- são cristãs, e uma aceitação da verdade histórica: de facto, o cristianismo é cimento da unidade europeia que estamos a reconstruir», conclui o responsável da Santa Sé.


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