O responsável pela administração norte-americana no Iraque, Paul Bremer, assinará na quarta-feira a nova Constituição provisória do país, que reconhece a liberdade religiosa.
O documento foi aprovado por unanimidade pelo Conselho do Governo, estabelece o Islão como fonte inspiradora da legislação iraquiana, inclui uma lei geral sobre direitos e determina um forte poder executivo.
O texto inclui protecções às liberdades de expressão, religião e reunião, bem como o estabelecimento de um forte poder executivo, e deverá servir como Constituição interina do Iraque até à realização das eleições gerais, previstas para o fim deste ano ou princípio de 2005.
Os líderes cristãos presentes no Iraque têm manifestado o receio de que o país se torne incontrolável no futuro. "Não queremos que o Iraque se transforme numa nova Palestina, sem um Estado, Nação abandonada a si mesma e à mercê de grupos terroristas" chegaram a afirmar.
Ainda que minoritários (menos de um milhão), os cristãos estão implantados na região desde o início do Cristianismo. Estas comunidades representam umas das mais antigas comunidades cristãs do Oriente, remontando ao século II. As suas raízes cristãs são testemunhadas por mosteiros e conventos nos séculos V e VI.