Continua tenso o clima na Costa do Marfim, depois de alguns partidos se terem retirado do governo de unidade nacional em protesto pelo atraso na aplicação dos acordos de paz.
“Os jornais continuam a publicar notícias alarmantes e a falar de presumíveis golpes de Estado”, diz uma fonte da Igreja local, entrevistada pela agência do Vaticano para as missões, Fides.
A preocupação maior é a manifestação de protesto organizada pelos partidos de oposição, prevista para 25 de Março. O Presidente Laurent Gbagbo tinha proibido qualquer manifestação até a chegada dos Capacetes Azuis, marcada para 6 de Abril.
“Os partidos de oposição organizaram um fórum de discussão comum para planear iniciativas de protesto contra o Presidente Gbagbo. Isso poderá agravar a crise”, dizem os missionários.
A origem do protesto está em questões suspensas, como a lei sobre o reconhecimento da nacionalidade e a reforma da propriedade fundiária.
“O partido do Presidente afirma que estas reivindicações são somente pretextos para prolongar a crise e fazer cair o governo. Os opositores, ao contrário, sustentam que se suas exigências não forem atendidas, não se sairá dessa crise”, acrescentam os religiosos.