Vaticano

Cristãos sonham com Eucaristia comum

Octávio Carmo
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As delegações de outras confissões cristãs presentes no Sínodo dos Bispos deixaram votos de que, em breve, todos os cristãos possam partilhar a comunhão. As intervenções dos nove Delegados Fraternos vindos do mundo ortodoxo, após vários debates sobre a inter-comunhão na aula sinodal, falaram na “validade da mesma Eucaristia” que une a Igreja Católica e as Igrejas Ortodoxas, após terem manifestado a sua profunda gratidão pelo convite endereçado por Bento XVI para participarem no Sínodo. O representante do Patriarcado Ecuménico de Constantinopla, o metropolita Zizioulas Johannis, frisou que a Igreja “não pode oferecer ao mundo nada melhor do que a Eucaristia”. “Muitas coisas dividem católicos e ortodoxos, mas a teologia eucarística une-os e ajuda-os a superar mil anos de separação”, constatou. A preocupação com uma catequese que permita aos fiéis o aprofundamento do sentido da divina liturgia e a importância da Confissão marcaram as intervenções dos representantes dos Patriarcados de Moscovo e da Roménia. Unânime foi o desejo de que o Sacramento da Eucaristia funcione como a mola propulsora do caminho comum para a unidade de todos os cristãos, a que se associaram o anglicano John Hind, e o luterano Per Lonning. Este bispo norueguês, no entanto, não escondeu a sua “tristeza” pela actual posição da Igreja Católica, que proíbe a comunhão aos outros cristãos nas celebrações católicas. “Se essa continuar a ser a posição oficial da Igreja Católica, como poderá ajudar no progresso ecuménico?”; perguntou.


Sínodo dos Bispos