Vaticano

Cristo nas ruas do mundo

Octávio Carmo
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A Solenidade litúrgica do Corpo e Sangue de Cristo levou procissões eucarísticas a ruas de todo o mundo, num gesto pleno de significado que foi sublinhado por Bento XVI. O Papa presidiu às cerimónias deste dia e saiu, ele próprio, às ruas de Roma para salientar a importâncias destas procissões, que classificou como “uma bênção grande e públicaâ€. "Nós levamos Cristo sob a forma de Pão, pelas ruas da nossa cidade. Nós confiamos estas ruas, estas casas - a nossa vida quotidiana - à sua bondade. Que as nossas casas sejam casas para Ele e com Ele! Que a nossa vida de todos os dias seja penetrada pela Sua presença!", pediu o Papa. “Na festa do Corpus Christi, a Igreja revive o mistério da Quinta Feira Santa à luz da Ressurreição. Também na Quinta-Feira Santa tem-se uma procissão eucarística, com a qual a Igreja repete o êxodo de Jesus do Cenáculo ao Monte das Oliveiras (...) Na festa do Corpus Christi, reiniciamos esta procissão, mas com a alegria da Ressurreiçãoâ€, disse. Bento XVI reafirmou que a verdadeira meta do caminho do homem é a comunhão com Deus e convidou todos os homens a irem pelas ruas do mundo, levando o Evangelho a todas as nações, partilhando o amor de Deus com os homens de todos os tempos. Este mandato é considerado pelo Papa como uma resposta ao pedido do próprio Jesus Cristo, “Ide por todo o mundo, anunciai a Boa Novaâ€. Nesse sentido, Bento XVI declarou que no sacramento da Eucaristia “o Senhor está sempre a caminho para o mundoâ€. O Papa explicou que não se pode “comer†o Ressuscitado “como um simples pedaço de pãoâ€. “Comer este pão é comungar, é entrar em comunhão com a pessoa do Senhor vivo. O objectivo desta comunhão é a assimilação da minha vida com a Sua, a minha transformação e configuração com quem é Amor vivo. Por isso, esta comunhão implica a adoração, implica a vontade de seguir a Cristo, de seguir a quem nos precede. Adoração e procissão formam parte de um único gesto de comunhão, respondem ao Seu mandato: ‘Tomai e comei’â€, apontou. A procissão terminou na Basílica de Santa Maria Maior, continuando uma tradição particularmente querida por João Paulo II. “Maria, a Mãe do Senhor, ensina-nos realmente o que é entrar em comunhão com Cristo: Maria ofereceu a sua própria carne, o seu próprio sangue a Jesus e tornou-se em tenda viva do Verbo, deixando-se penetrar no corpo e no espírito pela Sua presençaâ€, indicou Bento XVI.


Bento XVI