Vaticano

Detido suspeito da morte de sacerdote católico na Turquia

Octávio Carmo
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Foi detido, na Turquia, o alegado assassino de um sacerdote católico italiano. O adolescente de 16 anos foi detido esta terça-feira de manhã pela polícia em Trabzon, no Nordeste do país, onde o crime foi cometido. “Um suspeito de 16 anos foi detido pelas nossas forças de segurança”, confirmou o procurador da cidade de Burhan Cobanoglu à agência de notícias Anatólia. O motivo do crime é ainda desconhecido, mas as autoridades acreditam que esteja relacionado com a recente onda de violência no mundo islâmico, na sequência da publicação em jornais europeus de caricaturas do profeta Maomé. O Pe. Andrea Santoro, de 61 anos, foi morto a tiro, no Domingo, no final da missa. O jornal oficioso do Vaticano, “L’Osservatore Romano”, assinala na sua edição de hoje que o assassinato se insere “no clima de tensão que se vive nestes dias”. O periódico apresenta passagens de uma carta do missionário, na qual este referia que “a diversidade, quando vivida no respeito, é vida; de outro modo, torna-se estranheza, isolamento, indiferença ou ódio”. O Cardeal português D. José Saraiva Martins já se pronunciou sobre o caso, em entrevista ao jornal italiano «La Reppublica», afirmando que os cristãos devem perdoar ao assassino do Pe. Santoro. Sem querer pronunciar-se sobre as razões para este homicídio, nem comentar o facto de uma testemunha afirmar que o assassino gritou “Alá é grande”, ao mesmo tempo que disparava sobre o sacerdote, o Cardeal Saraiva Martins afirma que é errado implicar uma determinada religião e acrescenta que o diálogo inter-religioso deve sempre progredir. Já o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, declarou ontem que "os italianos de todas as religiões e culturas se inclinam comovidos diante da memória do sacerdote assassinado e expressam toda a solidariedade à Igreja Católica e ao clero missionário".


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