Vaticano

Devolver a esperança depois do Tsunami

Agência Ecclesia
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Fundação Ajuda à Igreja que Sofre

Já passou mais de um ano desde o tsunami, no sudeste asiático, que provocou centenas de milhares de mortos e desalojados. Apesar do crescente esquecimento a que têm sido votadas as populações locais, após a onda mediática que se seguiu ao dia 26 de Dezembro de 2004, continuam a chegar notícias de que há ainda muitos desalojados e milhares de pessoas a viver em condições desumanas. A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), respondendo aos vários pedidos de auxílio, visitou algumas das áreas mais afectadas pelo tsunami como o Sri Lanka e as ilhas de Andaman e Nicobar (Índia). No relatório “Devolver a Esperança”, agora apresentado, mostram-se testemunhos de quem, no meio de tanto sofrimento, começa agora a encontrar força e esperança através da Fé. Devido à incapacidade da Igreja local para apoiar financeiramente as várias iniciativas, a AIS tem desempenhado um papel fundamental na resposta às primeiras necessidades. Seguindo uma vocação particular, a Fundação iniciou também a reconstrução das igrejas e dos conventos que ficaram completamente destruídos. A reabilitação das infra-estruturas afectadas é uma tarefa de anos e a AIS vai manter uma campanha de angariação de fundos para auxiliar as comunidades locais, “católicas, muçulmanas ou budistas”, para “devolver a esperança às populações”. Até ao momento, a AIS recolheu mais de um milhão de Euros (82 mil em Portugal), tendo distribuído ajudas pela Índia, Sri Lanka, Somália, Indonésia e Madagáscar. Mais informações em www.fundacao-ais.pt Nossa Senhora «portuguesa» Em Galle (Sri Lanka), a Igreja Católica pretende construir 4.500 casas. Há um ano atrás, solicitou, para esse fim, a ajuda de organizações de caridade, como a AIS, para apoio à reconstrução de escolas, orfanatos e igrejas, incluindo a Igreja de Nossa Senhora de Matara. Nesta igreja estava exposta uma imagem de Nossa Senhora, em madeira, que os portugueses tinham trazido, a qual desapareceu no maremoto. O Arcebispo de Colombo procurou tranquilizar a comunidade, dizendo: “Não se preocupem, ela é uma boa nadadora e há-de regressar”. 3 dias depois, a imagem foi encontrada a 500 metros da igreja, em óptimo estado. O regresso da estátua foi vivido, de facto, como um sinal de esperança no meio do desespero vivido. O relatório da AIS, que mostra este e outros casos, permite perceber que por entre a escuridão e a destruição “começam a vislumbrar-se sinais de uma esperança renovada e de um novo começo no coração das pessoas”.


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